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Programa de provas para processo seletivo do curso de Petróleo e Gás já está disponível

O curso é integrado ao ensino médio e forma técnicos para o mercado de trabalho na área de energia. As inscrições para o processo seletivo serão abertas no dia 27 de julho.

Publicado em 02/07/2026 às 10h30

“Vivo uma realidade que há três anos era inimaginável para mim”, diz José Paulo, ex-aluno do curso e hoje funcionário da Petrobrás Foto: Acervo pessoal

Candidatos que pretendem ingressar em 2027 no curso de Técnico em Petróleo e Gás integrado ao ensino médio já podem ir se preparando para o processo seletivo. O programa de prova está disponível aqui no site do NC. As inscrições para o processo serão abertas no dia 27 de julho e vão até 1º de outubro.

Criado em 2006, o curso de Petróleo e Gás é gratuito e funciona em período integral (manhã e tarde) no Setor de Educação Profissional e Tecnológica (SEPT) da UFPR, no bairro Guabirotuba, em Curitiba. Forma técnicos para o mercado de trabalho na área de energia e já garantiu a centenas de estudantes não só uma profissão, mas também uma boa preparação para o ensino superior.

O curso é integrado ao ensino médio – portanto, tem disciplinas técnicas (voltadas para a formação em petróleo e gás) e regulares (como Língua Portuguesa, História, Matemática etc.). São 30 vagas, metade delas para estudantes que cursaram o ensino fundamental em escola pública.

Trajetórias

Entre os ex-alunos do curso de Petróleo e Gás que iniciaram ali trajetórias profissionais bem-sucedidas estão José Paulo de Oliveira Neto e Luana Izídio Flores, ambos empregados da Petrobrás atualmente. Embora seja formado em Engenharia Química pela UFPR, José trabalha na estatal como técnico em petróleo e gás.

Ele conta que decidiu fazer o ensino médio no SEPT por causa da qualidade do ensino e também pelo fato de ser uma escola pública: “Eu não sabia nada sobre petróleo e gás, mas já durante o ensino médio fiz estágio numa multinacional petrolífera e acabei me identificando com a área. A estrutura do curso é excelente, com professores qualificados, laboratórios, esporte e restaurante”. Segundo José Paulo, o curso “exige muita maturidade do aluno e abre a visão sobre escolhas profissionais”.

Em 2023, já perto de se formar em Engenharia Química, José Paulo foi aprovado em concurso para técnico da Petrobrás e se mudou para o Rio de Janeiro, onde atua na Refinaria Duque de Caxias. “Hoje vivo uma realidade que há poucos anos era inimaginável para mim”, afirma. “É uma área extremamente promissora, pois o Brasil é muito eficiente na extração de petróleo e é muito provável que em algum tempo venha a estar entre os cinco maiores produtores do mundo. Além disso, a Petrobrás é uma empresa de transição de fontes de petróleo para fontes renováveis, o que abre muito campo para trabalho em pesquisa.”

Além do esperado

Luana Flores no dia de seu primeiro embarque em plataforma como engenheira da Petrobrás. Foto: Acervo pessoalLuana Flores também é formada em Engenharia Química pela UFPR e foi aprovada no concurso para engenheira da Petrobrás em 2022. Mas, segundo ela, o marco definidor dessa trajetória foi o ingresso no curso de Técnico em Petróleo e Gás. “Eu não estaria onde estou hoje se não tivesse feito o ensino médio técnico. Graças a isso, optei pela Engenharia Química e consegui ir além do que estatisticamente era esperado para mim”, diz Luana. Ela é negra e foi criada apenas pela mãe, junto com o irmão, que tem Síndrome de Down e cuja aposentadoria foi a única renda da família por muito tempo. “Hoje tenho acesso à saúde e à educação e posso ajudar minha mãe.”

Luana mora em São Paulo e trabalha em Santos, prestando suporte técnico para plataformas da Petrobrás. Ela conta que um dos aspectos positivos do curso de Técnico em Petróleo e Gás foi estimular sua autonomia e independência: “A maioria dos professores também dá aulas na graduação, então a gente já vive bem perto de um ambiente universitário; o estudante tem muita liberdade, mas precisa responder com responsabilidade. Isso forma caráter”.

Tanto Luana quanto José Paulo dizem que, entre seus colegas de turma, todos os que quiseram seguir carreira na área petrolífera conseguiram. Outros optaram por áreas diversas e não tiveram dificuldade para ser aprovados no vestibular.

 

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